Ansiedade

 

Ansiedade Site

 

A ansiedade é um estado que podemos sentir em diversas situações da nossa vida e que pode ser adaptativa, é por isso normal e desejável que nos sintamos ansiosos perante situações de perigo ou stress intenso, no entanto, a ansiedade pode tornar-se patológica e perturbar a saúde mental se não for tratada!

Saiba identificar os sintomas de ansiedade:

Ansiedade, medo ou preocupação excessiva e constante
Fadiga
Insónias
Alterações dos hábitos alimentares ( excesso ou perda de apetite)
Difculdades de concentração
Tensão e dores musculares
Irritabilidade
Sensação de cabeça vazia
Tremores
Agitação interna
Choro frequente
Alterações na libido

Se estes sintomas se tornarem persistentes poderá desenvolver um quadro de ansiedade patológica que poderá trazer-lhe outro tipo de complicações.

Quanto mais precoce a intervenção, mais rápidos serão os resultados! O melhor tratamento é a prevenção!

 

Raquel Calapez

 

Informação preparada para o projecto Campolide Apoia

 

← Back

Your message has been sent

Atenção
Atenção
Atenção

Aviso!

Agora estou online…

esc

Olá a todos!

Esta pandemia veio trazer-nos novos desafios que nos estão a obrigar a tomar novas decisões…

Quando faço dinâmicas de grupo para trabalhar a coesão de grupo, uma das técnicas que uso é introdução de uma tarefa que os implica a todos e que coloca a segurança (hipotética) do grupo em questão.
Talvez esta pandemia nos possa unir, talvez ela sirva para deixarmos de pensar apenas no nosso umbigo e começarmos a pensar no outro…

Ao olharmos para o nosso umbigo, talvez possamos pensar que ele existe como prova de uma relação com um outro que nos gerou e nos alimentou para que possamos estar hoje aqui, e que esse outro também foi gerado e nutrido por um outro… e assim por diante…

Na realidade estamos todos ligados! Ao cuidar do outro também cuidamos de nós!

Os tempos são desafiantes, cabe-nos decidir o que fazer com isso… e de que forma queremos viver este momento!

Neste sentido, tomei a decisão de passar toda a minha actividade para on-line e quem não gosta de vídeo chamada, terá a alternativa do telefone.

A pessoa é a mesma, o sítio é diferente, mas a relação terapêutica não se altera…

Portanto a partir de hoje, e até estarmos todos em segurança, é aqui que me encontram,neste espaço que criei, e onde vou continuar a ajudar quem me procura a encontrar a magia na sua vida!

Marque a sua consulta on-line!

E-mail – raquelcalapez@gmail.com
Telefone – 919191907

Infância Descomplicada

 

Slide1.jpg

Hoje, de manhã tive mais uma vez oportunidade de participar num playday promovido pela brincar de rua, uma empresa que promove vários encontros entre pais e filhos, os filhos ficam a fazer jogos de rua, enquanto os pais assistem a uma conferência.

Hoje, foi dia do Dr. Eduardo Sá partilhar connosco algumas ideias sobre a infância e a parentalidade, como achei inspirador, partilho convosco algumas ideias que achei interessantes…

  • Crianças saudáveis fazem birras! Crianças com bons pais fazem birras, porque sabem que as podem fazer, pelo contrário, quando os pais são demasiadamente violentos não as fazem por medo ou então, quando os pais são demasiado frágeis, também não as fazem porque não têm segurança suficiente para o fazerem. Esta foi aquela parte em que me vieram as lágrimas aos olhos, porque me emociono sempre quando me dou conta que não sou uma ET (sozinha!) e que há mais pessoas (outros ET’s) a pensar a infância e a parentalidade como eu!
  • Bater e usar a agressividade nas brincadeiras faz parte do desenvolvimento saudável e desejável das crianças, as crianças precisam de experimentar a agressividade para poderem aprender a lidar com a zanga, raiva e a frustração. (Atenção eu escrevi agressividade, não escrevi violência nem bullying!)
  • Não é necessário abrir guerra aos brinquedos digitais, pois a sua utilização regulada também é benéfica, no entanto, os mesmos não devem servir de babysitters.
  • As crianças têm direito à porcaria! Deixem as crianças sujarem-se, comerem sem as mãos lavadas, tirarem a fruta das árvores… e por aí fora!
  • A pancadaria entre irmãos é normal e desejável, devemos dar oportunidade aos irmãos de experimentarem estes papeis de zanga, aprenderem a auto-regularem-se e a gerir o conflito entre ambos. ( Atenção não escrevi deixar o irmão arrancar o olho ao outro, nem nada parecido!)
  • Por último, a escola, a questão que ficou no ar foi – qual a verdadeira função da escola? Que tipo de aprendizagens estão os nossos filhos a retirar da e na escola?

Enfim, … eu, mãe saudavelmente imperfeita, me confesso!

Raquel Calapez

Avaliação de Desempenho

 

des

 

Esta semana o tema da avaliação de desempenho tem sido recorrente, alguns dos meus pacientes aguardam ansiosamente o momento em que vão ser chamados para falar com o seu manager ou chefia, outros já o fizeram, e estão derreados com o feedback que obtiveram, outros ainda sofrem porque o dos colegas correu mal, por último, há aqueles que não parecem preocupar-se muito com o tema… qual é o segredo?

O segredo é exactamente o que está escrito na imagem, é terem consciência do seu valor, do seu desempenho, é serem os primeiros a reconhecer os seus pontos fortes e os seus pontos fracos… essa é a verdadeira avaliação de desempenho, aquela que passa pelo nosso próprio crivo!

Quando reconhecemos as nossas competências e quando as aceitamos deixamos de temer a avaliação externa, pois esta passa apenas a ser mais uma ferramenta que nos possibilita crescimento pessoal e profissional.

Ainda a propósito da avaliação de desempenho, a mesma deveria também servir para capacitar os colaboradores do seu desempenho e não apenas para criticar o seu trabalho de forma negativa, é curioso reparar a dificuldade que muitas chefias continuam a ter em reconhecer os aspectos positivos e pontos fortes dos colaboradores, será medo de perder o poder ou mesmo incapacidade de dizer palavras gentis a outras pessoas?

 

 

 

E tu, como te sentes quando és comparado?

Resultado de imagem para comparing people

Esta semana, durante várias consultas, surgiu o tema das comparações feitas pelos pais. Achei curioso que tantas pessoas referissem o facto de terem sido comparadas com outras crianças e como isso as marcou. No discurso de cada pessoa ouvi frases como: ” o que eu fazia nunca chegava” , ” os outros eram sempre melhores”, ” ficava com vontade de ser outra pessoa”, ” comecei a desistir de fazer”, ” acreditava que não era capaz, e ainda hoje acredito”, ” a minha irmã era sempre a melhor”, ” tudo o que faço não tem qualidade”, “acho sempre que me vão gozar ou criticar”, “comecei a querer deixar de ser eu, tornei-me naquilo que queriam para mim, e agora não sou nada, não tenho vontade de nada”.

Realmente a forma como falam connosco quando somos crianças, torna-se a nossa voz interior, e o desafio na vida adulta é silenciar esta voz e aprendermos a ouvir a nossa própria voz, que grita baixinho a implorar que a deixem falar.

Porque temos tanta necessidade de comparar? Porque queremos tanto ser sempre igual à alguém e acabamos por nos esquecer de sermos nós próprios? Porque sentimos tantas vezes vergonha daquilo que somos, pensamos, sentimos?

Proponho um desafio … vamos procurar aceitar tudo o que somos, pensamos e sentimos e fazer o mesmo com as nossas crianças. Sejamos gentis connosco e com elas, para que possamos tratar-nos a nós próprios e aos outros com respeito, responsabilidade e gentileza!

E porque a palavra aceitação levanta sempre muitas questões… aceitar, não é concordar! Aceitar, é não lutar contra, é respeitar e integrar… é substituir o julgamento pela curiosidade!

Raquel Calapez

… É só xixi!!!

 

chiu

O João tem 6 anos, é um menino alegre e divertido, gosta de aprender e por vezes é um pouco agressivo, ainda não consegue regular muito bem as suas emoções. Gosta muito de brincar com os amigos e por vezes esquece-se de ir à casa de banho e acaba por se descuidar e lá fica a roupa toda molhada! Em tempos, já controlava bem as idas à casa-de-banho, mas ultimamente, tem mostrado mais dificuldade em fazê-lo. Os pais relatam que não anda bem, acham-no triste e revoltado com a perda do avô, mas não percebem porque voltou a fazer xixi nas cuecas. Irritados e achando que o João andava a gozar com eles, têm-no ameaçado e humilhado, dizendo que parece um bebé e que vai ficar de castigo, inclusivamente, num acto de desespero, já o ameaçaram que iam contar aos colegas, depois perceberam não agiram da melhor forma, mas… estavam a tentar ajudá-lo da melhor forma que sabiam, com todo o amor que lhe tinham para dar…

Chegaram até mim por causa dos xixis, queriam extinguir o problema, a tristeza do João até parecia que não era relevante, o que queriam mesmo era que as cuecas deixassem de aparecer molhadas… perguntei-lhes porque achavam que o João fazia isso? – A resposta foi rápida – “ O João é preguiçoso, só faz o que quer, como não é ele que limpa, parece que goza connosco, gosto tanto do meu filho, não queria nada que isto lhe acontecesse… onde é que falhámos?”

Voltei a questioná-los – “ Porque acham que o João quer gozar convosco? – Acham que o João gosta de fazer xixi nas cuecas?”. Responderam prontamente que era uma forma de medir forças e não, claro, que o João não gostava de fazer xixi nas cuecas.

Continuei – “ Então se não é para gozar convosco e se acham que ele não gosta de fazer xixi nas cuecas, porque acham que o vosso filho o faz?”. Foi quando de repente a mãe diz com uma voz tímida e baixinha – “porque não consegue… “

E mais uma vez os questionei – “Sabendo que o vosso filho não consegue deixar de fazer xixi nas cuecas, que outras formas têm de o conseguir ajudar para além daquelas que têm usado até agora?”. Foi quando o pai, colocando os olhos no chão disse – “é só xixi!”

Depois desta consulta os pais do João, mudaram as suas estratégias e mantendo na cabeça a frase “é só xixi”, procuraram ajudar o filho e conectarem-se com as reais necessidades dele, em pouco tempo o João deixou de molhar as cuecas… os pais relataram também que se nota que se sente mais seguro e mais amado!!!

 

Raquel Calapez